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Gestão de custos ajuda a driblar grandes desafios no Agronegócio

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Lídia Massari

Os custos de insumos envolvidos no agronegócio costumam ser superiores ao retorno da produção agrícola. Para que o agronegócio seja mais competitivo e rentável, é necessário implementar uma gestão de custos eficiente.

A ausência de precisão sobre a administração de custos envolvidos acaba comprometendo a assertividade das tomadas de decisões. No entanto, quando falamos em gestão financeira, o gestor deve ter muita disciplina e uma visão analítica para compreender todos os cenários e oportunidades do negócio.

Confira a seguir qual é a importância da gestão de custos para o agronegócio e quais são os custos que mais impactam no desenvolvimento do setor.

O impacto da gestão de custos no agronegócio

Sabemos que a gestão financeira é imprescindível para qualquer modelo de negócio. Contudo, a contabilidade de custo rural é uma ferramenta pouco utilizada dentre os produtores e não falamos apenas de pequenas propriedades. Até mesmo as médias e grandes empresas cometem essa falha.

O que explica esse cenário é que os gestores, em sua grande maioria, encaram essas técnicas como complexas demais para o dia a dia rotineiro na propriedade, focalizando esforços apenas em técnicas de produção e conceitos operacionais.

De modo geral, a gestão de custos no agronegócio deveria ser um pilar fundamental, uma vez que atua diretamente na otimização da lucratividade, promovendo um crescimento exponencial.

Trata-se de um processo que visa o aprimoramento do uso dos principais recursos para todos os processos agrícolas. Além disso, é essa atividade operacional que irá avaliar de forma crítica todos os custos atuais, de investimento e se há gargalos responsáveis pelo aumento de custos mensais.

5 custos que diminuem a margem lucrativa do agronegócio

1 – Custo de depreciação de bens de produção

Esse é um tipo de custo geralmente associado a um ativo imobilizado, ex: maquinário, instalações etc. O custo depreciação se refere a diminuição do valor de um bem, resultante do desgaste natural ou obsolescência.

Desse modo, com o passar do tempo, o produtor deverá destinar parte do seu investimento para a substituição do bem. Justamente por isso que é interessante calcular e monitorar o custo depreciação.

Um dos principais métodos de cálculo eficaz é o cálculo linear, que consiste no seguinte conceito: o produtor irá investir o seu capital financeiro em um determinado bem destinado aos processos de produção, mas ao longo do tempo deverá fazer uma reserva de dinheiro ano a ano para compensar a perda de valor do bem físico ao longo do tempo.

Assim o próprio uso do bem pagará os custos de depreciação, que tem por finalidade proteger o capital financeiro que o empresário, por algum motivo, imobilizou no negócio.

2 – Custo de capacidade

Esse custo também tem forte relação com a ociosidade dos ativos imobilizados, que são adquiridos pelo produtor pela única finalidade de otimizar o processo agrícola produtivo. No entanto, quanto há subutilização desses ativos, geram custos ao agronegócio, já que encarece o custo da hora trabalhada.

É, portanto, um custo não caixa que pode diminuir significativamente as margens lucrativas do agronegócio.

3 – Custo financeiro de carregamento de estoque

Devemos ter muita atenção quanto ao carregamento de estoque. Afinal, estoque cheio significa dinheiro parado, e dinheiro que não entra em caixa. Nesse ponto de vista, podemos compreender que o produtor poderia estar investindo o dinheiro recebido por esse estoque ao invés de se ver obrigado a desestruturar o capital de giro para novos investimentos.

4 – Juros de fornecedores

O pagamento a prazo é uma flexibilidade importante para fechar negócios e manter parcerias. No entanto, quando o produtor compra insumos a prazo leva também cobranças de juros embutidas no valor final.

Embora sejam custos pequenos em relação a uma quantidade pequena de insumos, quanto maior for a compra, maior é esse custo adicional. Esses juros são alíquotas que têm um impacto muito grande na lucratividade do agronegócio.

Sendo assim, a saída é optar por pagamentos à vista sempre que houver oportunidades.

5 – Juros de compradores

Aqui é a mesma situação que a anterior, mas com um agravante, a inadimplência. Os juros associados a venda de produtos acabados é a mesma coisa que um financiamento de aquisição de comprador. Esses juros incidem sobre todo o faturamento das atividades agropecuárias.

Por exemplo, ao ceder 1 mês de prazo ao comprador, o produtor impactará o custo do agronegócio em 1% sobre o faturamento total.

Explanamos alguns dos principais custos que impactam a lucratividade do agronegócio, porém, cada modelo de negócio tem desafios particulares. Por isso, a melhor forma de prevenir queda da lucratividade e manter altas taxas de rentabilidade é a implementação de uma Gestão de Custos eficiente.

 
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