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Mercado exige empresas acima de qualquer suspeita

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Cláudio Galleti
20/07/2017

“À mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta.” De uma atualidade impar, o provérbio, resgatado da Era dos Césares, durante o apogeu do Império Romano, explica porque o termo “compliance” ganha espaço e passa a integrar o vocabulário do dia a dia das empresas, independentemente do tamanho e da área de atuação delas.

Hoje, no universo corporativo mais do que uma imagem positiva, cresce a exigência para as organizações adotarem procedimentos capazes de identificar, prevenir,  combater fraudes; e punir os envolvidos nas irregularidades, quando comprovadas. “Esse conjunto de iniciativas de integridade, moralidade, é o que chamamos de compliance”, explica Gabriel Quintanilha.

Advogado, especializado em Direito Tributário, e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), ele destaca que o termo ganhou projeção, nos Estados Unidos, a partir de uma série de escândalos, e, no Brasil, com os desdobramentos da Operação Lava Jato, que “ressuscitou” a Lei Anticorrupção. “A Lava Jato é um marco. Trouxe à tona, a sujeira que estava debaixo do tapete. Mandou para a prisão senador, governador, e, inclusive, o principal empreiteiro do País. Algo inimaginável, até então”, ressalta.

Quintanilha acrescenta que as regras do compliance devem ser adotadas “de cima para baixo” e cumpridas, “integralmente”, do presidente até o funcionário de menor remuneração. “Mais que uma marca, é preciso estabelecer confiança para gerar credibilidade. Assim, os investidores se sentem seguros para direcionar o dinheiro deles para essas empresas”, afirma.

As normas, de acordo com o especialista, além de evitar punições desnecessárias, reduzem custos e riscos. Para ele, os mecanismos de controle são vitais para garantir a sobrevivência das organizações. “O consumidor, mais atento, vai optar pelos produtos que ele confia. Quem seguir outro caminho, vai mofar nas prateleiras”, frisa.

No dia 13 de julho, o professor Quintanilha esteve em Maringá a convite da Trecsson FGV para participar do ciclo de palestras “Business Insights: Invista em Ideias”. No auditório da sede da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ele falou sobre “Compliance: a importância dos controles, após a Lava Jato”, para um público de cerca de 90 pessoas.

Convênio

Antes do início da palestra do professor Gabriel Quintanilha, as diretorias da Trecsson Bussiness e da subseção da OAB, em Maringá, anunciaram a formalização de um convênio entre as duas instituições. A parceria vai possibilitar que os advogados frequentes os cursos oferecidos pela conveniada da FGV, com valores diferenciados, e a realização de eventos exclusivos com os professores da Fundação.

O tesoureiro da OAB, Vicente Takaji Suzuki, afirma que o convênio é uma oportunidade para os advogados aprimorarem os conhecimentos, além de poderem passar um tempo a mais com os professores, além do dedicado à sala de aula. Para o diretor Comercial da Trecsson, Sargom Ceranto, a parceria viabiliza a realização de cursos da grade curricular da FGV específicos para os profissionais do Direito.

 
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