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Fluxo de Caixa revela capacidade de as empresas pagarem as contas

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Cláudio Galleti

A gestão financeira é o calcanhar de Aquiles das empresas. Qualquer vacilo pode significar o início do fim de um empreendimento. Por isso, dominar as ferramentas dos controles básicos é uma forma de tornar um negócio sólido e próspero.

No caso do Fluxo de Caixa, as informações revelam a capacidade que a empresa tem para pagar as contas; a chamada liquidez. O dinheiro na conta tem que ser suficiente para quitar os compromissos com fornecedores, saldar a dívida com impostos, honrar com a folha de pagamento dos funcionários e demais despesas, com aluguel, água, luz, telefone, internet, combustível, manutenção de veículos, seguro, equipamentos, materiais de escritório, contador, além do lucro que sobra para o empresário ou sócios, entre outros.

O professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), João Abreu, explica que o Fluxo de Caixa apresenta o dinheiro que entra e sai da conta da empresa. “Indica a diferença entre os valores recebidos com as vendas dos produtos ou serviços e o montante pago em duplicatas e boletos bancários”, resume.

As informações do Fluxo, ressalta o especialista em Finanças, é integradora. Conecta desde o pessoal de vendas e a equipe operacional até os contadores, que cuidam das questões tributárias e fiscais. “Determina quanto a empresa tem para receber; o volume a ser vendido; qual é o prazo médio dos pagamentos dos clientes; e permite entender o custo dos produtos”, afirma o professor.

Fácil, mas trabalhoso

De acordo com Abreu, é fácil montar um Fluxo de Caixa, embora trabalhoso. “Uma boa projeção de Fluxo deve conter todas as previsões de recebimentos e todas as previsões de pagamento com as datas efetivas de realização”, declara.

Ele orienta as empresas a trabalharem com um “saldo mínimo” em conta para garantir o pagamento das contas. Principalmente, as despesas extraordinárias provocadas por imprevistos.

Individual

Abreu acrescenta que existem modelos prontos, mas cada empresa deve montar o Fluxo dela, por causa das características individuais de cada negócio. “Cada Fluxo é específico para a empresa ou projeto que ele foi devidamente desenhado”, reforça.

A ferramenta sinaliza, ainda, quando é necessário negociar prazos, dívidas, ou recorrer a empréstimos bancários, antecipação de recebíveis, aportes dos sócios e até os momentos de realizar promoções ou liquidações para injetar mais dinheiro na conta da empresa. “O recomendável é trabalhar com recursos próprios. Mas, nem sempre é possível”, destaca Abreu.

Pessoal

O professor frisa que a lógica do Fluxo de Caixa para o universo empresarial também é importante para o controle das finanças pessoais. “Projetar nosso orçamento doméstico e nossas receitas vai nos ajudar a planejar e aumentar nossa capacidade de poupar e investir, fugindo dos juros muito altos do cartão de crédito e do cheque especial”, finaliza.

 

 
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